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Mulheres que usam Piercings

mulheres com piercings na vagina e em outras regiões sensíveis do corpo

As histórias, os prazeres e as dores de quatro mulheres que perfuraram o órgão genital e arriscam a saúde para ter um enfeite íntimo - e se sentir poderosas

A dançarina C.S., de 32 anos, revela a arma de sedução que leva há cinco anos sob a calcinha: "eu me sinto maravilhosa"

Ver alguém com uma argola pendurada no nariz ou um brinquinho no umbigo há muito tempo deixou de provocar espanto. Já um enfeite como o da foto ao lado causou polêmica recentemente, quando a modelo e atriz Karina Bacchi exibiu um acessório semelhante ao posar nua para um revista masculina. O piercing genital, até então assunto íntimo, de repente virou tema de bate-papo acalorado em mesas de bar e salões de cabeleireiro. Mas, afinal, qual é a graça de ostentar uma jóia que quase ninguém vê? Dói? Quem usa uma coisa dessas? E, dúvida cruel, será que alguém do escritório tem?
Pelo menos a primeira dessas perguntas é respondida pela estilista Carla Prado, 23 anos: "O grande barato é só revelar que você tem na hora do sexo", diz. Além de exibir piercings nas orelhas, no nariz, no queixo, na língua e nas bochechas, ela carrega uma arma secreta. algo que, sem que ninguém perceba ao olhá-la, a faz sentir-se especial: uma peça em formato de haltere, colocada em seu clitóris desde setembro - antes, ela já tinha outras 14 espalhadas pelo corpo, incluindo duas nos mamilos. "Quem põe um piercing quer ser diferente. Principalmente no caso do genital, que é uma surpresinha", diz a estilista.
O fato de pouca gente ter o adereço estimulou a operadora de telemarketing Katarina Almeida de Souza, de 28 anos, a colocar o seu: "Gosto dessa sensação de ser única". Outro empurrãozinho veio das fotos de Karina Bacchi. Ela diz que já sentia vontade de ter um, mas só tomou coragem ao ver o da atriz. É o "efeito Karina", apelido dado pelos body piercers (profissionais que fazem a perfuração) à recente popularização do enfeite. Segundo Bianca Gatonni, que diz ter posto a jóia na atriz, o número de interessados no serviço mais que dobrou desde o ensaio fotográfico: foi de dois para cinco por semana. "Quando um símbolo sexual aparece em poses ousadas com um piercing, é natural que isso vire fetiche para os homens e que as mulheres tentem ser como ela", afirma a educadora sexual Laura Muller.
A Modelo da foto da abertura desta reportagem, a dançarina C.S., de 32 anos, que prefere não ser identificada, diz já ter o seu piercing instalado acima do clitóris há cinco anos, muito antes de toda essa polêmica. Segundo ela, a peça a torna mais confiante em relação a sua capacidade de excitar. "Eu me sinto maravilhosa. Vejo outras mulheres na rua e me acho melhor que elas", diz. "Além disso, os homens adoram. Acreditam que tenho algo especial." Sentir-se poderosa diante dos parceiros é um efeito apontado também pela publicitária Luiza Pagliarini, de 21 anos. Com 16 piercings aplicados em lugares como sobrancelha, umbigo e língua, ela colocou uma argola na região do clitóris há um ano. Desde então, esconde o fato da mãe, mas já faz planos para outra: "Quero uma que vá de dentro da vagina quase até o ânus". A dor na colocação, segundo ela, faz parte do ritual.

abaixo uma visão geral do piercing através da história

PIERCINGS: VISÃO GERAL

Piercing é uma forma de modificar o corpo humano, normalmente furando-o a fim de introduzir peças de metal esterilizado.
O povo da Nova-Guiné centram a sua decoração no nariz, as decorações corporais, servem para conferir ao indivíduo as virtudes do animal de que provém esses adornos. Os Kayapós, perfuram as orelhas dos recém-nascidos e o lábio inferior dos mais pequenos. O chefe Kayapo tem o direito de ostentar um adorno labial de quartzo nas cerimónias particulares, diferenciando-se dos seus congéneres.

PIERCINGS NA HISTÓRIA - POVOS E COSTUMES

Para os esquimós do Alasca, o piercing do lábio e na língua significavam o momento da transição para o mundo adulto e significava que a criança tinha se tornado caçador.
Na Índia é muito comum, sobretudo as mulheres, furarem o nariz, o septo nasal e as orelhas.
O piercing da ala do nariz é proveniente da Índia, onde se reservava às castas mais altas, já o septo nasal perfurado é originário da Nova-Guiné.
Na época dos faraós, o piercing no umbigo era exclusivo da família real. Os antigos Maias praticavam a arte da perfuração, furando os lábios, o nariz e as orelhas.
Atualmente a mulher com mais piercings espalhados pelo corpo é a Brasileira Elaine Davidson. Os piercings na actualidade fazem sucesso entre os jovens e até os mais velhos.

METAL A SER USADO - RECOMENDAÇÕES

Existem diversos materiais para as jóias. Apesar de normalmente se dizer que o mais indicado é o aço cirúrgico, tal não é verdade. O ideal será usar material como o Titânio ou mesmo o Teflon por serem menos reativos e assim produzirem uma menor resposta imunológica, que desencadearia uma alergia ou inflamação. Não é recomendável o uso de Ouro, pois dependendo do sistema imunológico da pessoa, pode ocasionar alguma reação alérgica.

fonte: Wikipedia

PIERCINGS COLOCADOS PELAS MAIS DIVERSAS PARTES DO CORPO

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PRECAUÇÃO É SEMPRE NECESSÁRIA

Seja um símbolo de poder, de sedução ou do direito de fazer o que se quer com o próprio corpo, o piercing genital implica riscos. "É um corpo estranho dentro de uma cavidade. A chance de lesar terminações nervosas definitivamente é grande", diz o dermatologista Artur Duarte, que afirma receber de dois a cinco casos por mês de mulheres com complicações provocadas pelo enfeite íntimo. De acordo com ele, além da possibilidade de infecção, inflamação, dermatite de contato, alergia e quelóide (problema de cicatrização), existe o perigo de ocorrer necrose do clitóris, podendo até ser necessária a amputação do órgão. Segundo Laura Muller, o furo é uma porta de entrada para doenças sexualmente transmissíveis e a jóia ainda pode rasgar a camisinha: "A mulher tem o direito de ter um trunfo erótico, mas deve se lembrar de que estamos na era da Aids e que sexo tem a ver com saúde. É recomendável consultar um ginecologista antes de colocar um piercing por modismo".